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Família

Os pais participam da terapia infantil? Como funciona na psicanálise

Resposta rápida

Sim, os pais participam da terapia infantil na psicanálise, mas de um jeito específico. Eles são escutados nas entrevistas iniciais, contam a história da criança e voltam a conversar com o psicanalista ao longo do trabalho. As sessões da criança, porém, são dela: acontecem pelo brincar, com sigilo, e o psicanalista não relata aos pais o que ela diz.

Casal conversa com uma psicanalista em sala de atendimento infantil com brinquedos na estante
Nesta página
  1. Os pais participam da terapia infantil?
  2. Como funciona a psicanálise infantil, etapa por etapa
  3. O que acontece nas sessões da criança
  4. O que os pais podem fazer durante o tratamento
  5. Dúvidas e cuidados frequentes
  6. Família em diferentes fases
  7. Perguntas frequentes

Os pais participam da terapia infantil?

Participam, e essa participação é parte do trabalho. Na psicanálise com crianças, os pais são ouvidos porque a criança vive dentro de uma família, e a história dela passa pela história deles.

Ao mesmo tempo, a criança precisa de um espaço só seu. Por isso, a participação dos pais tem momentos e limites definidos, combinados desde o início.

Como funciona a psicanálise infantil, etapa por etapa

O caminho costuma ter três momentos que se alternam. Cada um tem um objetivo.

Etapas da psicanálise infantil e o papel dos pais
EtapaQuem participaPara que serve
Entrevistas iniciaisOs pais, sem a criançaContar a história, as preocupações e o que motivou a procura
Sessões da criançaA criança e o psicanalistaBrincar, desenhar e falar no espaço que é dela
Retornos com os paisOs pais, em encontros combinadosConversar sobre o percurso, sem relatar o que a criança disse
Conversas pontuaisPais e psicanalista, quando necessárioMudanças na rotina, na escola ou na família

A frequência dos retornos é combinada com o psicanalista.

O que acontece nas sessões da criança

A criança se expressa principalmente pelo brincar. Brinquedos, desenhos e jogos são a forma como ela fala do que vive.

O centro do trabalho

O brincar

Para a criança, brincar é falar. Na brincadeira aparecem medos, conflitos e desejos que ela ainda não sabe dizer.

Na sessão

O desenho

Desenhos ajudam a contar histórias que as palavras ainda não alcançam.

Na sessão

A fala

À medida que cresce, a criança passa a falar mais diretamente do que sente.

Na sessão

O sigilo

O que a criança traz fica entre ela e o psicanalista, para que ela possa confiar.

Veja como funciona o atendimento com o psicanalista infantil em Campinas, em sala preparada para o brincar no Taquaral.

O que os pais podem fazer durante o tratamento

A participação dos pais vai além dos encontros com o psicanalista. Alguns cuidados ajudam o trabalho a acontecer.

  • Manter a regularidade das sessões, mesmo nas semanas difíceis
  • Contar ao psicanalista mudanças importantes na família
  • Não perguntar à criança o que ela falou na sessão
  • Falar das próprias angústias nos retornos, e não diante da criança

Às vezes, os pais percebem que também precisam de um espaço próprio. Isso é comum e pode ser conversado com o psicanalista.

Dúvidas e cuidados frequentes

Algumas situações costumam gerar dúvidas nos pais.

Querer saber tudo

É natural, mas o sigilo é o que permite à criança falar com liberdade.

Esperar mudanças rápidas

Cada criança tem o seu tempo, e não há prazo para o trabalho.

Usar a terapia como castigo

A sessão não deve ser apresentada como punição por comportamento.

Sinais de risco

Se a criança fala em se machucar, procure ajuda imediata.

Se você estiver em sofrimento intenso ou em risco imediato, não espere o início de um atendimento. Ligue 188 para o Centro de Valorização da Vida (CVV), 24 horas, ou 192 para o SAMU.

Família em diferentes fases

A participação da família muda com a idade. Na adolescência, o jovem ganha mais autonomia no tratamento. Leia quando o adolescente precisa de terapia.

E quando a preocupação é com pais mais velhos, o caminho é outro. Veja sobre a psicanálise depois dos 60. A clínica é coordenada pelo psicanalista Daniel Gostautas.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre a participação dos pais

Respostas para pais que querem entender como funciona a psicanálise infantil.

Os pais ficam na sala durante a sessão da criança?

Em geral, não. As sessões são da criança. Em alguns casos, sobretudo com crianças pequenas, o começo pode ser combinado de outro modo.

O psicanalista conta aos pais o que a criança disse?

Não. O sigilo protege a criança. Nos retornos, conversa-se sobre o percurso, sem expor o que ela trouxe.

Com que idade a criança pode fazer análise?

Não há idade mínima fixa. O psicanalista avalia nas entrevistas iniciais com os pais.

Pais separados podem participar juntos?

Podem participar juntos ou separadamente, conforme o que for melhor para a criança e combinado com o psicanalista.

A psicanálise infantil pode ser online?

Em geral, o atendimento infantil é presencial, porque acontece pelo brincar na sala preparada para isso.

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